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Vila Nova de Famalicão

Câmara de Famalicão quer tornar Ponte da Lagoncinha pedonal e valorizar zona envolvente

2018-08-07

Obras

Texto:
Isaura Costa

Fotografia de:
CMVNF




Paulo Cunha visitou obras de conservação e valorização

“A nossa vontade é tornar a Ponte da Lagoncinha pedonal e valorizar toda esta zona envolvente, criando um espaço agradável de lazer e convívio para a população, mas para isso é preciso que o governo de Portugal nos ajude a criar uma solução alternativa para que a Ponte da Lagoncinha seja libertada da sua função da mobilidade e esteja comprometida com a função cultural, ambiental e patrimonial”.O desejo do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, foi manifestado na passada sexta-feira, durante uma visita de trabalho à Ponte da Lagoncinha, em Lousado, que beneficiou recentemente de obras de conservação e valorização.

Segundo o autarca, “não se pode fechar uma ponte que é tão utilizada e necessária às populações, sem existir  uma alternativa”, por isso “desejamos que tão rapidamente quanto possível o governo crie uma solução”.

De resto, a necessidade da ponte foi sublinhada pelo presidente da Junta de Freguesia de Lousado, Jorge Ferreira que explicou que “se esta travessia, os automobilistas teriam de recorrer à EN14 que representa um verdadeiro caos ou calcorrear área do concelho de Santo Tirso e Trofa, num total de cerca de 20 quilómetros”.

A travessia sobre o rio Ave é, de facto, um dos acessos mais utilizados por quem tem de circular entre Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão, e por isso beneficiou recentemente de um conjunto de obras de conservação e valorização, no âmbito da Rota do Românico.

As obras implicaram um investimento de cerca de 154 mil euros contando com o cofinanciamento de cerca de 128 mil euros, pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Para além da limpeza e tratamento das cantarias em granito, do restauro e nivelamento do tabuleiro da ponte, a intervenção implicou também a consolidação estrutural de fissuras existentes nos paramentos e intradorso do tabuleiro da ponte.

“A ponte ficou cinco estrelas e estamos muito contentes com o resultado da obra”, afirmou satisfeito Jorge Ferreira, que admitiu que gostaria de ver “o espaço envolvente melhor aproveitado”.

Também Paulo Cunha assumiu estar empenhado em melhorar as condições de fruição da zona envolvente à ponte. “Esta intervenção está condicionada pelo património e pelo rio, obrigando a obter autorizações junto das entidades que tutelam estes domínios. Temos um processo em curso, estando a ser elaborado um caderno de encargos e um projeto”,adiantou o autarca.

Sobre a despoluição do rio Ave, Paulo Cunha voltou a apontar o dedo à falta de fiscalização e a reclamar mais competências para o municípios nesta matéria. “Há décadas que se fala na despoluição do rio Ave e no investimento de milhões aqui realizado, porém é preciso prestar contas e perceber qual foi o efeito útil desse enorme investimento nacional e comunitário, porque não vale de nada investir-se na despoluição do rio e não se criarem condições para que ele continue a ser poluído”.



Vila Nova de Famalicão

Câmara de Famalicão quer tornar Ponte da Lagoncinha pedonal e valorizar zona envolvente

2018-08-07

Obras

Texto:
Isaura Costa

Fotografia de:
CMVNF




Paulo Cunha visitou obras de conservação e valorização

“A nossa vontade é tornar a Ponte da Lagoncinha pedonal e valorizar toda esta zona envolvente, criando um espaço agradável de lazer e convívio para a população, mas para isso é preciso que o governo de Portugal nos ajude a criar uma solução alternativa para que a Ponte da Lagoncinha seja libertada da sua função da mobilidade e esteja comprometida com a função cultural, ambiental e patrimonial”.O desejo do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, foi manifestado na passada sexta-feira, durante uma visita de trabalho à Ponte da Lagoncinha, em Lousado, que beneficiou recentemente de obras de conservação e valorização.

Segundo o autarca, “não se pode fechar uma ponte que é tão utilizada e necessária às populações, sem existir  uma alternativa”, por isso “desejamos que tão rapidamente quanto possível o governo crie uma solução”.

De resto, a necessidade da ponte foi sublinhada pelo presidente da Junta de Freguesia de Lousado, Jorge Ferreira que explicou que “se esta travessia, os automobilistas teriam de recorrer à EN14 que representa um verdadeiro caos ou calcorrear área do concelho de Santo Tirso e Trofa, num total de cerca de 20 quilómetros”.

A travessia sobre o rio Ave é, de facto, um dos acessos mais utilizados por quem tem de circular entre Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão, e por isso beneficiou recentemente de um conjunto de obras de conservação e valorização, no âmbito da Rota do Românico.

As obras implicaram um investimento de cerca de 154 mil euros contando com o cofinanciamento de cerca de 128 mil euros, pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Para além da limpeza e tratamento das cantarias em granito, do restauro e nivelamento do tabuleiro da ponte, a intervenção implicou também a consolidação estrutural de fissuras existentes nos paramentos e intradorso do tabuleiro da ponte.

“A ponte ficou cinco estrelas e estamos muito contentes com o resultado da obra”, afirmou satisfeito Jorge Ferreira, que admitiu que gostaria de ver “o espaço envolvente melhor aproveitado”.

Também Paulo Cunha assumiu estar empenhado em melhorar as condições de fruição da zona envolvente à ponte. “Esta intervenção está condicionada pelo património e pelo rio, obrigando a obter autorizações junto das entidades que tutelam estes domínios. Temos um processo em curso, estando a ser elaborado um caderno de encargos e um projeto”,adiantou o autarca.

Sobre a despoluição do rio Ave, Paulo Cunha voltou a apontar o dedo à falta de fiscalização e a reclamar mais competências para o municípios nesta matéria. “Há décadas que se fala na despoluição do rio Ave e no investimento de milhões aqui realizado, porém é preciso prestar contas e perceber qual foi o efeito útil desse enorme investimento nacional e comunitário, porque não vale de nada investir-se na despoluição do rio e não se criarem condições para que ele continue a ser poluído”.